quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vidas numa lagrima perdida


Pelas ruas estreitas da madrugada

perdida nesta bruma incompleta

do sonho e da meditação,

meus passos arrastados

respiram minutos de solidão.

Vestido de nostalgia

a ternura cálida

dum amor consciente.

Sinto-me só,

só, nesta madrugada fria

só, sem o calor dos teus lábios meigos

só, sem o delírio dos teus lábios ardentes

só, sem o suspiro do teu corpo diferente.

Queria ser vida!

VIDA NUMA LÁGRIMA PERDIDA

que esta saudade madrasta

as horas da noite arrasta

em milénios de reflexão.

Meu corpo cansado

indiferente aos sorrisos

de lábios comprados,

o teu tão distante deseja.

Num murmúrio escaldante

teu nome desenho sem tinta nem papel

apenas amor me basta!

Amor que é teu

tão teu, amor querido,

porque apenas tu

em paixão o transformas-te.

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